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A APQuímica juntou-se ao papel, vidro, cerâmica, cimento e indústria extrativa no envio de uma carta conjunta ao Governo com propostas de medidas para mitigar a subida dos custos de energia decorrentes do conflito em curso no Irão.

 

Com efeito, os efeitos da guerra no Irão e a crise energética que lhe está associada começam já a traduzir-se numa subida nos custos de energia (e de transporte) do Setor, um dos mais intensivos em consumos energéticos da indústria nacional.

 

Embora com um início mais lento face ao verificado há 4 anos, após o início da guerra na Ucrânia, os preços do petróleo e do gás natural (GN) nos mercados internacionais estão a sofrer subidas significativas, sendo esperada a continuação desta tendência nas próximas semanas, com o expectável alastramento aos preços da eletricidade nos próximos meses. Não é de esperar uma rápida resolução do conflito, pelo que a subida e volatilidade de preços de petróleo, gás natural e eletricidade deverão manter-se no futuro mais próximo.

 

Com a Comissão Europeia, em articulação com os Governos dos 27 Estados-Membros, presentemente a desenhar um conjunto de medidas (toolbox) para mitigar o efeito da subida de preços da energia, e vários países europeus a avançar já com iniciativas próprias (Ex. Espanha, Alemanha), a carta das 6 associações vem sinalizar a preocupação dos principais setores intensivos em consumos energéticos, nos quais se inclui a Química, Petroquímica e Refinação, com a situação de conflito em curso e a consequente perda de competitividade destas indústrias nos mercados internacionais. Reforçando a importância de assegurar um level-playing field para a indústria nacional, a carta enviada pelas 6 associações vem propor um conjunto de medidas que permitam evitar a subida descontrolada de custos energéticos.

 

A APQuímica irá continuar a acompanhar este tema, em articulação com os restantes setores intensivos em consumos energéticos (eletricidade e gás natural) e em diálogo próximo com os decisores políticos e autoridades nacionais.

 

Para mais informações:

 

Notícia Jornal de Negócios de 31.03.2026:

Setor eletrointensivo pede "medidas urgentes" para travar "perda irreversível" de capacidade industrial - Indústria - Jornal de Negócios

 

Entrevista do Presidente da APQuímica ao Negócios TV:

APQuímica: Governo "entende o problema", mas faltam "apoios diretos aos custos da energia" - Negócios TV - Jornal de Negócios