Uma segunda abordagem foi iniciada por químicos da unidade de Química Computacional. Perguntaram-se como poderiam rapidamente ajudar, com os seus conhecimentos, na pesquisa de ingredientes ativos e encontraram o projeto COVID-19 Moonshot da PostEra, uma start-up. Neste projeto, cientistas de todo o mundo participam voluntariamente na pesquisa de um inibidor da chamada protéase viral principal, uma enzima essencial do vírus. A função do inibidor é evitar que o vírus se multiplique no organismo humano. Os investigadores da BASF também participaram nesta pesquisa conjunta e desenharam inúmeras novas moléculas com um programa de computador desenvolvido na BASF, bem como com o supercomputador Quriosity. Por fim encontraram 20 moléculas que, em simulação, se encaixam perfeitamente no centro ativo da protéase principal. Disponibilizaram estas moléculas, como sugestão, aos investigadores da iniciativa para estudos posteriores.
“No entanto, não sabemos sempre se as moléculas simuladas em computador podem de facto ser sintetizadas e, caso sim, com que facilidade”, explica Klaus-Jürgen Schleifer, professor catedrático e o diretor da Química Computacional na área de investigação de Biociência Digital na BASF. Por essa razão, os investigadores da BASF ainda têm uma terceira abordagem que foca precisamente este aspeto. Com o supercomputador, testaram todos os compostos que podem ser sintetizados principalmente por um dos produtores contratados pelo projeto COVID-19 Moonshot. “Estamos a falar aqui de cerca de 1,2 mil milhões de possíveis compostos para os quais já foi calculado o potencial para inibir a protéase principal do SARS-CoV-2”, diz Klaus-Jürgen Schleifer. A vantagem: Todas as moléculas promissoras podem ser sintetizadas rapidamente e testadas de imediato em experiências. A BASF vai também disponibilizar ao público estes resultados através do projeto COVID-19 Moonshot.
“Estou muito contente por podermos apoiar a investigação de ingredientes ativos com os nossos conhecimentos químicos especiais e por podermos disponibilizar a grupos de trabalho académicos tanto moléculas reais como moléculas virtuais.
Esperamos que ajudem no desenvolvimento de um medicamento contra o coronavírus”, comenta Peter Eckes.
A ajuda de grupos académicos de investigação na pesquisa de ingredientes ativos é uma de várias iniciativas da campanha “Helping Hands”. No total, a BASF investe mais de 100 milhões de euros no combate à pandemia a nível mundial.